

Entenda o complexo papel da testosterona na sexualidade masculina
Um conceito popular de que o comportamento agressivo dos homens seria causado pela testosterona está caindo por terra devido a alguns estudos que chegaram à conclusão de que baixos níveis do hormônio seriam responsáveis pela irritabilidade.
Como hormônio sexual primário dos homens, a testosterona tem um papel complexo. Antes do nascimento, a testosterona faz o feto do sexo masculino se diferenciar do feminino. Durante a puberdade, é o hormônio masculinizante, sendo responsável pelas características sexuais secundárias, como voz grossa, barba, etc. Mas também influencia o curso sexual, nível de energia e o humor.
Antes do nascimento e logo após, a testosterona, que é o andrógeno (hormônio masculino) mais importante, tem papel principal no desenvolvimento do feto do sexo masculino. A testosterona é estimulada por um hormônio da placenta para causar a migração dos testículos para a bolsa escrotal no final da gravidez. Após o nascimento, a testosterona sensibiliza a genitália para responder apropriadamente na ocasião da puberdade.
Na puberdade sua secreção aumenta, fazendo com que os testículos e a bolsa escrotal cresçam, apareçam os pêlos púbicos e faciais. Também ativa a produção de esperma, faz o pênis crescer e ajuda no desenvolvimento da próstata. A testosterona também é responsável pelo alargamento da laringe e pelo espessamento das cordas vocais. Uma vez que a maturidade foi atingida, o nível circulante do hormônio flutua regularmente. Segue um ciclo diário e sazonal, cujo nível aumenta durante a noite e atinge o valor máximo no outono. Exercício também aumenta seu nível em até 20% dos valores pré-exercício.
Durante toda a vida, a testosterona ajuda a manter a massa muscular, promove e mantém o tecido ósseo e age na libido. Também se aceita que níveis normais do hormônio contribuem para uma boa saúde e manter um bom humor.
Muitos homens acham difícil falar com seu médico sobre sintomas associados com níveis baixos de testosterona. Estes sintomas, que incluem baixo desejo sexual, impotência, letargia ou perda de energia, perda da massa muscular e perda de pêlos faciais e do corpo, podem ser devido a vários problemas, dentre eles hipogonadismo (diminuição da secreção de testosterona pelos testículos). Esta condição atinge aproximadamente 4 a 5 milhões de homens, mas somente 5% fazem reposição hormonal.
O reconhecimento deste problema tem crescido na comunidade médica. E assim, também faz crescer as opções de tratamento: injeções por via intramuscular, comprimidos e adesivos.
Sintomas parecidos são experimentados por homens acima dos 60 anos e se especula se existiria uma "andropausa". A diminuição dos níveis de testosterona faz parte do processo de envelhecimento, mas atualmente se pesquisa se a reposição hormonal nos homens poderia ser útil. Estudos concluíram que a força, a massa muscular, a contagem de hemácias (células vermelhas do sangue) e a memória melhoraram quando houve reposição hormonal em homens com mais de 50 anos que sofriam de baixos níveis de testosterona. Outro estudo indicou que a testosterona pode proteger o coração por aumentar o HDL (bom colesterol).
Entretanto, um grande número de efeitos colaterais têm que ser monitorados antes de se indicar um tratamento com reposição hormonal a longo prazo. Por exemplo, o número elevado de hemácias pode aumentar o risco de derrames e pode fazer crescer um câncer de próstata já existente.
Fonte: Lincx Serviços de Saúde
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